terça-feira, 1 de setembro de 2020

Mês da Bíblia 2020

O mês de setembro tornou-se referência para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Desde o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais.

“Já são quase 50 anos que temos essa tradição de dedicar um mês para o estudo mais aprofundado da Palavra de Deus, então é extremamente importante que as comunidades se deixem reunir e experimentar a Palavra de Deus. A Bíblia é para nós a Palavra de Deus revelada, a forma que Ele dialoga continuamente conosco na história”, afirma irmã Izabel Patuzzo, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Este ano, 2020, a Igreja no Brasil comemora o Mês da Bíblia, em sintonia com a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fundamentando-se no livro do Deuteronômio, com o lema “Abre tua mão para o teu irmão” (Dt 15,11). É um livro rico em reflexões morais e éticas, com leis para regular as relações com Deus e com o próximo. Destaca-se no Deuteronômio a preocupação de promover a justiça, a solidariedade com os pobres, o órfão, a viúva e o estrangeiro. São leis humanitárias encontradas também no Código da Aliança (Ex 20-23).

E o Texto-Base para o Mês da Bíblia deste ano, segundo o arcebispo de Curitiba, dom José Antônio Peruzzo, quer oferecer ao leitor atual a experiência de fé daqueles que primeiramente acederam ao que Deus queria revelar de si mesmo. “Seus autores querem aproximar os leitores de hoje dos protagonistas de ontem. É como se os de outrora e os de agora se reunissem para conversar sobre aquele Deus que se revelou, que se deixou conhecer”, afirma o presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Elaborado por um grupo de professores especializados, o texto-base do Mês da Bíblia foi publicado recentemente pela Editora da CNBB, a Edições CNBB. É um instrumento para que as comunidades possam estudar e interpretar o livro e possam atualizar a Palavra de Deus para o contexto vivido. “Gostaria de convidar, motivar as lideranças para que estudem o texto-base, tenham contato com o texto para que em setembro possa-se realizar melhor os encontros bíblicos”, exorta padre Jânison de Sá, assessor da Comissão para a Animação Bíblico Catequética da CNBB.

O texto-base, além de apresentar o contexto e os objetivos do livro, traz informações sobre as características itinerárias e vocabulário, além de sua importância teológica. “É um livro extramente importante porque ele se apresenta como uma orientação para a comunidade israelita e também para nós. Teve uma grande influência no Antigo Testamento. Foi reelaborado, atualizado por várias vezes por ser extremamente importante”, explica irmã Izabel Patuzzo, assessora da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Encontros Bíblicos

Além do texto-base, há o subsídio para os encontros bíblicos. Neste ano, foram preparados cinco encontros na metodologia da Leitura Orante, que garante uma pedagogia interativa e mistagógica. Ao final, há ainda sugestões de cantos que podem ser utilizados nos diversos momentos. “Que cada família possa adquirir o seu livreto dos encontros para fazê-los em casa, pois são muito importantes para que as famílias possam continuar-se alimentando da palavra de Deus e neste ano conhecendo melhor o livro do Deuteronômio, que é um livro importante do Antigo Testamento”, afirma Padre Jânison.

CNBB / Paróquia de Sant'Ana Bom Jardim - Pernambuco

domingo, 30 de agosto de 2020

Evangelho do 22º Domingo do Tempo Comum

Naquele tempo, Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!”. Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”. Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com sua conduta”. (Mt 16,21-27)


É necessário viver as renúncias

Para ser discípulo de Jesus é necessário seguir as exigências d’Ele. Muitas vezes, somos movidos por empolgações, e as empolgações são assim: “Acho aquilo bacana, eu quero”, mas não medimos as consequências daquilo que estamos fazendo. Tudo o que fazemos na vida tem exigências, mas não gostamos de exigências, gostamos de tudo muito feito, prático e mágico, de tudo muito no “toquei, aconteceu”. Tudo aquilo que, de fato, é bom, é autêntico, só com exigências que podemos seguir. Se você quer começar a viver uma vida disciplinada, quer emagrecer, você tem que seguir algumas exigências. As regras são duras, você tem que levantar cedo, correr, malhar, alimentar-se… São exigências! Para seguir Jesus não é diferente. Muita gente quer segui-Lo, mas não quer exigências, e por isso não O seguem de verdade, vivem uma ilusão de que estão no caminho de Deus, mas estão sempre no caminho, nunca entram na estrada, nunca entram para valer, porque, para entrar para valer, primeiro é preciso renunciar. Não gostamos de renúncia, gostamos só de ter as coisas, mas temos que renunciar tempo, nome e comodidades. É necessário viver renúncias. O jovem que quer se casar sabe que para se casar é preciso renunciar, por isso muitos casamentos não dão certo, porque o rapaz ou a moça quer viver como se estivesse solteiro, com aquela vida independente e moderna. Para viver uma vida a dois é necessário muita renúncia. O casal quer ter filhos… é graça de Deus. Filho é graça e bênção, mas tem que ter muita renúncia para cuidar e criar nos tempos em que vivemos. Não se deixe levar pelas propagandas das facilidades, é engano e ilusão. Tudo o que na vida tem valor só se adquire com muita renúncia. O jovem quer jogar bola, quer ser um jogador profissional, vai ter que ter muita renúncia e muita disciplina, não basta ter talento. O rapaz tem que renunciar bastante tempo para conseguir o que quer. Eu poderia dizer tantas coisas, mas se quer, primeiro tem que saber renunciar e depois tomar a cruz. O Reino de Deus é o Reino do Crucificado, nós seguimos Jesus Crucificado, então, nós também nos crucificamos a cada dia carregando a nossa cruz da vida, das obrigações e responsabilidades. Renúncia não é fuga, é renunciar a vontade própria para abraçar, a cada dia, as obrigações que são próprias da vida. Abraçar os limites, as dificuldades, a família que temos e as situações em que nos encontramos. E vamos ser felizes seguindo o Mestre Jesus!