domingo, 1 de abril de 2012

Procissão do Encontro

Contemplemos e vejamos se há dor semelhante à dor de Maria Santíssima, quando encontrou-se com seu divino Filho a caminho do Calvário, carregando uma pesada cruz e insultado como se fosse um criminoso. 'É preciso que o Filho de Deus seja esmagado para abrir as portas da mansão da paz!' Lembremo-nos de suas palavras e aceitemos a vontade do Altíssimo, nossa força em horas tão cruéis de nossa vida. Ao encontrá-lo, Jesus fitou os olhos de Maria e a fez compreender a dor de sua alma. Não pôde dizer-lhe palavra, porém a fez compreender que era necessário que se unisse à Sua grande dor. No silêncio, na dor imensa, armazenamos riquezas imensuráveis! Nossas almas hão de sentir a eficácia desta riqueza na hora em que, abatidos pela dor, recorrermos a Maria, fazendo a meditação deste encontro doloroso. O valor do nosso silêncio se converte em força, quando nas horas difíceis soubermos recorrer à meditação desta dor! Como é precioso o silêncio nas horas de sofrimentos! Jesus e Maria tudo suportaram em silêncio por amor a Deus! A dor humilha e é na santa humildade que Deus edifica! Sem a humildade, trabalhamos em vão; vejam, pois como a dor é necessária para a nossa santificação. Aprendamos a sofrer em silêncio, como Maria e Jesus sofreram neste doloroso encontro no caminho do Calvário.

Matéria: Bruno Araújo/ Redação: Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana

Domingo de Ramos

O Domingo de Ramos é o início da Semana que mistura os gritos de "hosana" com os clamores da Paixão de Cristo. O povo acolheu Jesus abanando seus ramos de oliveiras e palmeiras.

A entrada "solene" de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que o homenageou motivada por seus milagres, agora lhe vira as costas e muitos pedem a sua morte. Jesus que conhecia o coração dos homens não estava iludido.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rápido. Ela nos mostra que a nossa pátria não é neste mundo mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda da casa do Pai.

Os Ramos sagrados que levamos para nossas casas após a Missa, lembram-nos que estamos unidos a Cristo na mesma luta pela salvação do mundo, a luta árdua contra o pecado, um caminho em direção ao Calvário, mas que chegará à Ressurreição.

Texto: Prof. Felipe Aquino (Canção Nova)/ Fotos: Bruno Araújo/ Redação: Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana

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