quarta-feira, 14 de março de 2018

Como vencer a violência

A Igreja ensina as razões profundas da violência; acima de tudo está num coração sem Deus, sem amor ao irmão, o qual não é visto como “imagem e semelhança de Deus”. E quando Deus é retirado de cena, o homem ocupa o lugar d’Ele e a dignidade humana já não é mais respeitada. O “não” dito ao Senhor acaba se transformando em um “não” dito ao homem, por isso vemos hoje a pior de todas as violências: o aborto e a eutanásia, o sacrifício da vida humana; além dos assaltos, sequestros, roubos, corrupções de toda ordem, pedofilia, estupros, incestos, violência nos lares contra as crianças, entre outros.


Não basta encher as nossas ruas de policiais armados e bem equipados para acabar com a violência – embora isso seja necessário para combatê-la de imediato –; é preciso mais. É preciso a “educação para a paz”. Essa educação exige que se ensine às crianças e aos jovens, nos lares e nas escolas, a dignidade de todo e qualquer ser humano. A moral cristã tem como base essa dignidade. Tudo aquilo que a Igreja condena como imoral é porque fere a dignidade da pessoa. A base da violência está na falta da vivência moral e na relativização do que seja o bem; o mal tem gerado muitas formas de violência.

Um fator de importância máxima na questão da violência é a família, pois ela é a “escola de todas as virtudes”, e é nela que a criança deve aprender com os pais e os irmãos a respeitar e a ser respeitada. Mas como vai a família? Infelizmente mal; a imoralidade tem destruído a família e seus valores cristãos. Muitas estão destruídas e há muitos filhos sem a presença imprescindível dos pais para educá-los. Milhares de adolescentes e jovens ficam grávidas sem ao menos terem um lar para receber seus filhos. Como disse o saudoso Papa João Paulo II, no Brasil há milhares de crianças “órfãs de pais vivos”. Que futuro terão essas crianças? Muitas delas acabarão na rua e no mundo do crime e da violência. Sabemos que quase a totalidade dos nossos presos são jovens.

E por que tantos jovens acabam no mundo do crime? Porque lhes faltam um pai e uma mãe que lhes ensinem o caminho da honradez, da virtude, da escola e do trabalho. O trabalho é a sentinela da virtude.

Hoje quase não faltam escolas para as crianças, nem mesmo catequese nas paróquias, mas faltam os pais que as conduzam à escola e à igreja. Portanto, sem a reestruturação da família, segundo o coração de Deus, na qual não existam o divórcio, a traição, o incesto, as brigas, o vício, o estupro, a pedofilia, etc., não se poderá acabar com a violência na sociedade. E  sobretudo, sem Jesus, sem o Evangelho, sem a vivência moral ensinada pela Igreja de Cristo, não haverá paz verdadeira e duradoura. Sem isso será inócuo lutar pela paz. Diz o salmista que “se não é Deus quem guarda a cidade, em vão vigiam os seus sentinelas” (Sl 126, 1).

domingo, 11 de março de 2018

Evangelho do 4º Domingo da Quaresma

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: “Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna. Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus. (Jo 3,14-21)


Cristo Crucificado é nosso ponto de salvação

O amor de Deus por nós é pleno, Ele nos deu o que tinha de mais precioso. Se eu perguntar para um pai ou para uma mãe: “O que você tem de mais precioso?”. Eles responderão: “são meus filhos”. A grande preciosidade de Deus é o Seu próprio Filho; Ele não pensou duas vezes ou de forma diferente.“Para salvar os Meus filhos perdidos, eu dou o Meu eterno Filho, para que não pereça e nem morra quem n’Ele crer, pelo contrário, que eles encontrem novamente a vida”. A vida está em crer em Jesus que morreu na Cruz e deu Sua vida por nós. Precisamos firmar a nossa fé n’Ele, voltar o nosso olhar para Ele. Somos chamados a olhar para Cristo Crucificado, para encontrarmos n’Ele a razão e o sentido da nossa vida. Moisés levantou a serpente no deserto, e aquele povo que tinha caído doente foi curado pelo “simbolismo da serpente”. Não é mais a serpente que se levanta no deserto, o que se levanta agora é o Filho do Homem; Ele é elevado na Cruz para que, todo aquele que olhar para Ele, tenha a vida salva. É muito importante que: em nossas casas, nossas igrejas, em nossa vida, não tiremos o olhar de Cristo Crucificado. Por que devemos olhar para o Cristo Crucificado, uma vez que, Ele está ressuscitado? É para ter pena d’Ele? É para dizer: “Coitado”? Coitados somos cada um de nós, Ele teve misericórdia de nós e morreu para nos salvar. Não podemos deixar cair na inutilidade, no acaso, no esquecimento o sacrifício de amor de Cristo Jesus. Quando olhamos para o Crucificado, encontramos a grande declaração de amor de Deus por nós. A Cruz, é o encontro dos enamorados por Deus, é o grande “enamoramento” de Deus por cada um de nós. O amor verdadeiro cura, salva, resgata, transforma, e se precisamos ser curados, amados de verdade, o nosso ponto de salvação é Cristo Crucificado, o nosso Deus amado. É o nosso Deus nos amando, nos perdoando, nos lavando, nos purificando, nos renovando. Olhemos para o Crucificado, pois, o olhar d’Ele nos renova e nos purifica. Ele foi elevado na cruz para que, todo aquele que n’Ele crer, tenha vida em abundância.