sábado, 22 de novembro de 2014

Evangelho Dominical: O amor é o critério do julgamento

“Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, ele se assentará em seu trono glorioso. Todas as nações da terra serão reunidas diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos, à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! Pois eu estava com fome, e me destes de comer; estava com sede, e me destes de beber; eu era forasteiro, e me recebestes em casa; estava nu e me vestistes; doente, e cuidastes de mim; na prisão, e fostes visitar-me’. Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede, e te demos de beber? Quando foi que te vimos como forasteiro, e te recebemos em casa, sem roupa, e te vestimos? Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’ Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade, vos digo: todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’ Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: `Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos. Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar'. E responderão também eles: `Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?' Então o Rei lhes responderá: `Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!' Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. Mt 25,31-46

O critério último da salvação é a caridade

Neste último domingo do ano litúrgico, celebramos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo. Enquanto Rei, e como tal, Jesus Cristo é o pastor que reúne, cuida e conduz às boas pastagens o rebanho de Deus. A sua vida e a sua presença gloriosa (Mt 28,20) iluminam o ser humano, fazendo com que cada um esteja diante da verdade de si mesmo.

O profeta Ezequiel, contemporâneo do profeta Jeremias, foi com os exilados para a Babilônia. Papel fundamental do profeta Ezequiel foi o de exortar o povo para que não caísse no desânimo e confiasse que Deus, que nunca os havia abandonado, iria reconduzi-los à terra de Israel. Diante da infidelidade dos pastores de Israel que apascentavam a si mesmos e abandonaram o rebanho (Ez 34,1-10), Deus mesmo promete apascentar, cuidar e curar das feridas o seu rebanho. Deus, o pastor de Israel, promete, Ele mesmo, reunir as ovelhas que foram dispersas por causa da maldade daqueles que tinham por missão cuidar do povo de Deus.

O evangelho de hoje é uma parábola no contexto do discurso escatológico (24–25). De certa forma, essa parábola resume todo o evangelho e, particularmente, é um resumo dos capítulos que integram o discurso escatológico. A manifestação definitiva do mistério do Reino de Deus se dará em gestos pequenos, simbólicos e significativos. Alguns desses gestos, como os elencados em nosso texto, fazem parte de nossa vida cotidiana: dar de comer aos que têm fome, de beber aos que têm sede, vestir os que estão nus etc. O que é dito no texto vale não somente para os cristãos, mas para todo ser humano que vive neste mundo. É bastante provável que Ez 34,17-22 tenha servido de inspiração para esse discurso escatológico. Lá também encontramos a separação de ovelhas, carneiros e bodes pelo pastor. A separação, ou juízo, é feita em razão da vida vivida na caridade ou pela indiferença diante do sofrimento e necessidade alheios. Somente o olhar penetrante do pastor, do Filho do Homem, que ultrapassa as aparências, pode com verdade conhecer a situação de cada um e o que se é de fato. Se o texto fala de condenação, é para fazer apelo a viver no amor que exige o serviço ao semelhante. O critério último da salvação, que é dom de Deus, não é a fé, mas a caridade.

Carlos Alberto Contieri - Paulinas / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

O que é a solenidade de Cristo Rei?

A solenidade deste último domingo do ano litúrgico da Igreja nos coloca frente à realeza de Jesus. Criada em 1925, pelo Papa Pio XI, esta festa litúrgica pode parecer pretensiosa e triunfalista. Afinal, de que realeza se trata?


Para superar a ambiguidade que permanece, precisamos ir além da visão do Apocalipse, cujo hino na segunda leitura canta que “Jesus é o soberano de todos os reis da terra”. Ora, reis e rainhas não servem de modelo para a representação gloriosa de Jesus. Mesmo que seja para colocá-Lo acima de todos os soberanos. Riquezas, palácios, criadagem e exércitos não são elementos que sirvam para exaltar a entrega de Jesus por nós. Jesus está na outra margem, Ele é a antítese da realeza da riqueza e do poder. Não é por acaso que os evangelhos da liturgia de hoje, nos ciclos litúrgicos A, B, e C da Igreja, sempre nos colocam no contexto da Paixão de Jesus para contemplar Sua realeza.

Jesus foi Rei, durante sua vida, em apenas dois momentos: ao entrar em Jerusalém como um Rei pobre, montado em um jumento emprestado e ao ser humilhado na Paixão, revestido com manto de púrpura-gozação e capacete de espinhos; Rei ao morrer despido e com o peito traspassado na cruz. Rei da paz e Rei do amor sem limite até a morte. A realeza de Jesus é a realeza do Amor Ágape de Deus por toda a humanidade e por toda a criação.

Esta festa é ocasião propícia para podermos reconhecer, mais uma vez, que na cruz de Jesus o poder-dominação, o poder opressor, criador de desigualdades e exclusões, espalhador de sofrimento por todos os lados, está definitivamente derrotado. Isso se deu pelo seu modo de viver para Deus e para os outros. O fracasso na cruz é a vitória de Jesus sobre o mal, o pecado e a morte, por meio de Sua Ressurreição.

Essa festa se torna então reveladora de um tríplice fundamento para a nossa esperança de que as promessas de Deus serão cumpridas até o fim.

O surgimento da matéria e sua evolução, desde o big-bang ─ quando toda a energia do Universo se concentrava em um único ponto menor do que o átomo ─ são o primeiro fundamento de nossa esperança.

Deus é criador respeitando as leis daquilo que criou. Nós nos damos conta de que a soberania d’Ele vem se cumprindo num Universo em expansão, uma vez que a evolução da matéria atingiu seu ponto ômega ao dar à luz Jesus de Nazaré, por meio de Maria, porque n’Ele está a Humanidade humanizada para todos os homens e mulheres, de todas as gerações.

O segundo fundamento é a pessoa de Jesus de Nazaré. O sonho de uma humanidade humanizada ─ tornada aquilo que ela é ─ vem expresso na primeira leitura do livro de Daniel, na figura de um Filho de Homem ─ figura antitética dos filhos de besta, filhos da truculência, dos povos pagãos que oprimiram Israel com seus exércitos. O sonho tornou-se realidade em Jesus Cristo. Ele nos humaniza com a Sua divindade: nunca Deus esteve tão perto de nós, sendo um de nós e sem privilégios; mas também sem crimes nem pecados (cf. epístola aos Hebreus). Jesus nos diviniza com a sua humanidade, tão humano que é, que só pode vir de Deus e ser d’Ele mesmo.

O terceiro fundamento de nossa esperança é a comunidade eclesial de fé, dos amigos e discípulos de Jesus. Olhando essa grandeza, entendemos o sentido último de nosso batismo, pois na realeza de Jesus fomos batizados para sermos reis e rainhas; no sacerdócio de Jesus, para sermos sacerdotes e sacerdotisas; no profetismo de Jesus, para sermos profetas e profetisas, para viver segundo o imperativo da Palavra de Deus revelada em Seu Filho.

A soberania dessa realeza consiste no serviço da cultura da paz e da solidariedade, da compaixão e da fraternidade. O poder que corresponde a essa realeza é o do exercício da autoridade que serve, para fazer o milagre da diversidade tornar-se unidade.

No sacerdócio de Jesus nos unimos à Sua missão de gastar a vida pelos demais. Sabemos por Ele qual o modo de existir que nos conduz à vida verdadeira; qual a religião que agrada a Deus. A esperança posta no sacerdócio de Jesus é também certeza de que a vida gasta por compaixão e solidariedade é a vida feliz e bem vivida.

Nossa esperança é profética, pois a força da Palavra inaugura o futuro. “Apesar de você, amanhã há de ser outro dia…”, cantava Chico Buarque nos anos da ditadura. Era a palavra do poeta vencendo a força bruta. Vivendo o tempo presente no coração da comunidade de fé, que é a Igreja, sentimos que uma força maior se move em nós, nos comove para abrir-nos em direção ao futuro, pois nossa esperança não se funda somente em Deus, sentido radical do futuro ou, como diz o provérbio, que “o futuro a Deus pertence”. Mas é o Senhor mesmo a quem esperamos e quem nos espera no futuro. Isso que é ter esperança: esperar Deus mesmo!

A festa de hoje nos faz contemplar a existência do universo, necessária para que surgisse o grande presente de Deus oferecido a toda a criação, que é Jesus. Desta forma, nossa esperança se sustenta também nos cantos dos bem-te-vis e sabiás; nas rosas e margaridas; nas crianças e nas borboletas; nos homens e mulheres de boa vontade; nas pedras e nos vulcões; nas nuvens, na lua e nos planetas; nas estrelas e nas galáxias. Se existe tudo isso e não o nada, nossa esperança tem pé, cabeça e coração.

Assim, como São Paulo, vivemos na esperança, mas sabendo de seu tríplice fundamento: aquele da evolução do universo, que culminou em Jesus, pelo dom de Maria; aquele que é Jesus, que por nós se doou na cruz, abrindo para nós um modo de viver para Deus e para os outros, que é verdadeira salvação; e aquele que é a Igreja, a nossa comunidade de fé, que nos lança e sustenta na abertura radical ao futuro, esperando Deus que vem e que nos acolhe com amor infinito, por meio do seguimento de Seu Filho, por quem recebemos a vida e a plenitude da graça de Deus.

Padre Anderson Marçal - Canção Nova Formação / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Por que sentimos preconceito?

Temos a tendência de traduzir o diferente como uma forma de inimizade

“Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos, fazei bem aos que vos odeiam, orai pelos que vos [maltratam e] perseguem” (cf. Mt 5,44). Talvez este seja o versículo mais desafiador da Bíblia. Jesus propõe o extremo do amor, um amor que é capaz de dar a vida por um inimigo. “E Ele assim o fez” (cf. Rm 5,6-10).

Quem são nossos inimigos? Talvez vejamos como inimigos aqueles que, de alguma forma, declararam guerra contra nós ou nos fizeram algum mal. Mas o texto quer nos mostrar que mesmo estes devem ser amados. Existem formas amenas de inimizade, que são muito mais corriqueiras e, talvez por isso, mais desafiadoras. Uma delas são as diferenças entre nós, pois temos a tendência de traduzir o diferente como uma forma de inimizade.


Existem muitas formas de diversidades: raça, sexo, idade, capacidades naturais, religião, cultura, posição política, condição social, grupo social etc. Poderíamos ouvir Jesus dizer: “Amai os diferentes”.

Existem dois tipos de diferenças fundamentais:

Aquelas que advêm de uma condição natural. Um exemplo fundamental é a raça, a etnia, e podemos colocar aqui a diferença de cultura. Também aquelas que surgem por uma condição limitadora natural, como doenças, condições sociais, idade, capacidades naturais etc. Essas diferenças não carregam em si um valor moral. Elas estão acima de qualquer condicionamento, e qualquer restrição ao diferente fere gravemente a lei do amor. Nesse aspecto, o mais típico exemplo de violação ao respeito ao próximo é o racismo.

Outra forma de diversidade advém de ideias e opções contrárias entre as pessoas. Alguns exemplos são divergências de religião, posição política, grupos sociais e opções morais. Essas, sim, têm significado moral e, por isso, carregam uma complexidade maior na relação entre os diferentes. Jesus nos ensina a amar essas pessoas, o que não significa necessariamente concordar com a ideia ou opção delas. Ele acolhe e perdoa a adúltera, mas é incisivo em determinar seu valor de vida: “Vá e não peques mais” (Jo 8,11). Nessa forma, o desafio é muito maior, porque podemos fazer duas confusões: misturar as ideias com as pessoas, em que os conflitos de pensamentos se transformam em conflito de pessoas, ou estar bem com o diferente, abrir mão de minhas ideias ou, pior ainda, abrir mão do valor dos pensamentos (meus e do outro), considerando tudo igual. Esse é o famoso relativismo, que tenta superar as diferenças abrindo mão da verdade. Nada mais simplório e enganosa solução.

É verdade também que as diferenças nos planos das ideias e opções podem ter um significado comunitário/social que atinge as liberdades ou impõe modelos que ferem a lei natural. Essas divergências acabam por se configurar como verdadeiras ameaças, gerando graves inimizades. Nesse caso, somente o significado mais radical do “amor aos inimigos” é capaz de superar essas disparidades.

Essa tendência de ver a diferença como sinônimo de conflito se agrava na cultura marxista em que vivemos. Nessa ideologia, a diferença é um mal e tem sempre um culpado; e de forma simplória, a culpa é do mais dotado, mais forte e mais rico. O pobre é pobre, porque o rico é rico, e sendo rico, ele é o opressor. Cria-se, assim, uma mentalidade de conflito entre as diferenças humanas. Nessa ideologia, as divergências devem ser superadas pela igualdade que passa a ser um bem social absoluto. Esquece-se de que entre os seres humanos só existe igualdade absoluta na dignidade humana, e fora disso, tudo sempre será diverso. Os pensamentos diferentes sempre existirão (sempre haverá inteligentes e limitados, bonitos e feios, simpáticos e chatos etc). Essa situação só vai se harmonizar na complementaridade, que surge da justiça e da caridade. Existe uma confusão fundamental entre igualdade e justiça, que parecem coisas semelhantes, mas, na verdade, são quase antagônicas.

O fato é que temos uma tendência maligna de entender o “eu” e o “tu” em contraposição natural. Assim, tudo que está fora do “eu” (pessoa ou grupo) se torna um inimigo. Tantas vezes, não é fácil combater em nós esse sentimento. É tão difícil, que ao defender o bem entre os diferentes, fazemos outros inimigos. Jesus nos ensina a superar essa tendência entendendo o outro como uma extensão de nós mesmos, amando-o como nos amamos (cf. Mt 22,39-40). E Ele assim o faz, porque se identifica com todos os que sofrem (cf. Mt 25,40). Somente quando, de alguma forma, nos sentimos presentes no outro, é que vamos saber respeitá-lo como queremos ser respeitados. Ser irmão é isso, é ver no outro uma parte de nós mesmos, e assim sermos capazes de tratá-lo com verdadeiro respeito e dignidade. É interessante ver como os laços familiares favorecem o amor. Neles, a família, especialmente os pais, fazem a experiência de compreender que uma parte deles está no outro, e assim formam juntos um “nós”. Este, quando verdadeiro, não exige igualdades forçadas, acolhe as diferenças e nos torna capazes de dar a vida pelo outro.

É verdade que, tantas vezes nós, cristãos, não amamos direito nem mesmo os amigos. Esse contra-testemunho tem favorecido o surgimento de ideologias que visam resolver as diferenças e os conflitos entre os homens, mas com outros métodos. Jesus nos ensina que a harmonia entre os homens nasce da justiça, que tem como base a verdade e que, se for verdadeira, faz surgir aquela que é a soberana entre todas as virtudes: a caridade. Enquanto nosso Cristianismo fizer de nós pessoas boazinhas, “faremos como os pagãos” (Mt 5,47) e colocaremos em dúvida o bem da fé cristã para o mundo. O que faz do Cristianismo um caminho inigualável é essa busca do significado mais radical do amor, onde um da “raça divina” dá a vida pelos desprezíveis de raça humana enquanto estes ainda eram Seus inimigos (cf. Rm 5,6-10).

André Botelho - Canção Nova Formação / Pastoral da Comunicação da paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Campanha Natal Solidário 2014 - Paróquia de Sant'Ana

A Paróquia de Sant’Ana inicia mais uma campanha beneficente “Natal Solidário”, em sua 10ª Edição – Ano 2014. A iniciativa anual mobiliza todos os paroquianos em prol das famílias carentes de Bom Jardim, visando proporcionar um Natal do Senhor de fartura e, consequentemente, de felicidade. Participe doando 1 Kg de alimento não perecível até o dia 17 de dezembro.


A arrecadação dos donativos está sendo realizada na Secretaria Paroquial, na Igreja Matriz de Sant’Ana, ou através dos agentes de coleta credenciados.

No dia 18 de dezembro, quinta-feira, às 19h00, estaremos reunidos na Praça Frei Damião (Rua do Frade) em mais um grandioso momento de partilha e solidariedade.

Seja você também um multiplicador da solidariedade. Compartilhe!

Realização: Paróquia de Sant'Ana / Coordenação: Miriam Arruda / Apoio: Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

CNBB lança ação de incentivo ao diagnóstico precoce do HIV

A CNBB junto do Departamento de DST/HIV e Aids do Ministério da Saúde dará início a campanha de incentivo ao diagnóstico precoce do HIV

No dia 27 de novembro iniciará, na sede da CNBB, em Brasília (DF), a campanha de incentivo ao diagnóstico precoce do HIV, cujo tema é: “Cuide bem de você e de todos que você ama”.

A ação tem por objetivo incentivar a população na busca antecipada do diagnóstico para a AIDS.

Mesmo que não haja sintomas, há uma grande necessidade em alertar as pessoas sobre a doença, informando sobre a importância de fazer o teste do HIV.

O evento contará com a presença do Ministro da Saúde, Arthur Chioro, e do Secretário Geral da CNBB, Dom Leonardo Steiner.

Os materiais publicitários serão enviados para as dioceses, coordenadores diocesanos e regionais da Pastoral da Aids, para desenvolver ações de incentivo ao diagnóstico precoce.

Esta campanha tem o apoio do Departamento de DST/HIV e Aids do Ministério da Saúde e terá peças publicitárias cartazes, folders, spots para rádio e VT para TV que serão veiculados a nível nacional.

Canção Nova Notícias / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sábado, 15 de novembro de 2014

Evangelho Dominical: Colaboração ou omissão?

“O Reino dos Céus é também como um homem que ia viajar para o estrangeiro. Chamou os seus servos e lhes confiou os seus bens: a um, cinco talentos, a outro, dois e ao terceiro, um – a cada qual de acordo com sua capacidade. Em seguida viajou. O servo que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, foi cavar um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor. Depois de muito tempo, o senhor voltou e foi ajustar contas com os servos. Aquele que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O senhor lhe disse: ‘Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu senhor!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O senhor lhe disse: ‘Parabéns, servo bom e fiel! Como te mostraste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da alegria do teu senhor!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um só talento, e disse: ‘Senhor,Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: `Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. O senhor lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence.' Em seguida, o patrão ordenou: `Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, lançai-o fora, nas trevas. Ali haverá choro e ranger de dentes!’” Mt 25,14-30

Que tipo de servo Deus deseja

A leitura de Provérbios trata da característica da mulher, entenda-se, esposa ideal. A mulher ideal é aquela que vive no temor a Deus ou, o que é o mesmo, no reconhecimento reverencial de que todo bem procede de Deus. A palavra temor pode, legitimamente, ser compreendida como amor. A mulher ideal, então, é aquela que, em primeiro lugar, ama a Deus. É em razão desse amor que ela, na sua casa, dá segurança ao marido e faz sua família viver das obras da sua mão. Não é a beleza nem a formosura que caracteriza a mulher ideal, mas o temor de Deus. A beleza e a formosura desaparecem com o tempo. O amor, no entanto, não passa (cf. 1Cor 13,13). O amor faz viver para o outro, dá sentido e gosto a tudo. A mulher é para o nosso texto símbolo do povo de Deus. Daí que a característica fundamental do povo de Deus é o temor do Senhor, no sentido que acima expusemos.

O evangelho deste domingo, a parábola mais extensa do Novo Testamento, apresenta o colaborador que Deus deseja, o discípulo que o Senhor deseja. A parábola é parte do discurso escatológico (24–25). Ela insiste no juízo do terceiro servo que enterrou o talento recebido. Se observarmos bem, dos dezessete versículos que integram o nosso texto, sete são dedicados a ele. Essa insistência é para alertar os discípulos, destinatários da parábola, contra a atitude representada pelo terceiro servo. Na antiguidade, uma moeda valia por seu peso. Um talento equivale a 34 quilos. Os dois primeiros servos não se limitaram a executar ordens, nem a se proteger, enterrando o bem do seu patrão. Eles tomaram a iniciativa de fazer render os bens e os multiplicaram. O terceiro servo, ao contrário, enterrou o talento que havia recebido. Para a mentalidade rabínica, o terceiro servo agiu em conformidade com a lei (Ex 22,6-7; Lv 5,21-26), donde se conclui que não há o que reprová-lo em sua atitude. Mas essa não é a posição de Jesus. O comportamento do terceiro servo é motivado pelo medo (cf. Rm 8,15). O que o “patrão” reprova é a mentalidade de escravo que impede de agir livremente e acomoda a pessoa nas suas próprias seguranças. Não se pode viver e servir a Deus sem arriscar. O espírito servil faz com que a pessoa não faça nada além do estritamente necessário e do que ela julga ser o seu dever. Elogiando os dois primeiros servos e repreendendo o terceiro, o evangelho indica que tipo de servo Deus deseja: aquele que faz valer o dom de Deus e não mede esforços para tal.

Carlos Alberto Contieri - Paulinas / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Diocese de Nazaré anuncia transferências

TRANSFERÊNCIAS

Pe. Artur Alexandre - Pároco de São José de Surubim e Vice-Reitor do Seminário Propedêutico
Pe. Pedro Francisco - Pároco do Divino Espírito Santo de Paudalho
Pe. Marcos Lucena - Vigário Paroquial de Paudalho
Pe. Severino Filho - Pároco Nossa Senhora do Desterro de Itambé
Pe. João Santana - Pároco de São Sebastião de Surubim e Reitor do Seminário Propedêutico
Pe. Anael Figueredo - Vigário Paroquial de Nossa Senhora da Apresentação de Limoeiro
Pe. Diego Roberto - Administrador do Setor Praia de Goiana
Pe. Limacedo Antônio - Pároco de Nossa Senhora do Rosário de Goiana
Pe. José Ramos Falcão - Administrador Paroquial da Área Pastoral de Nossa Senhora das Dores de Casinhas
Pe. José Roberto Pimentel - Pároco de São Sebastião de Itaquitinga
Pe. Luíz Gonçalves - Vigário Paroquial de São Sebastião de Surubim
Diác. Alex Antõnio - São José de Surubim
Diác. Dijailson Canuto - Glória do Goitá
Diác. Eduardo Tenório - Goiana
Diác.Genilson Souza - Orobó


Diocese de Nazaré / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana – http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O que é a Liturgia?

A palavra Liturgia vem do grego λειτουργία, que significa ação do povo. Para a Igreja Católica, a Liturgia apresenta-se como o fio condutor de toda e qualquer ação religiosa, segundo definição do Concílio Vaticano II.

“Toda celebração litúrgica, enquanto obra de Cristo e do seu corpo, que é a Igreja, é ação sacra por excelência” (Sacrosanctum concilium, n.7).

De acordo com a professora Maria Bonetti Rafaelli, a liturgia é o cume no qual se funda a ação da Igreja e a fonte da qual brotam todas as virtudes. “Os filhos de Deus mediante a fé e o batismo, se reúnem em assembleia, louvam a Deus na Igreja, participam do Sacrifício e comem da ceia do Senhor”, ressalta.

A Liturgia na vida da Igreja Católica

A liturgia é ação de Cristo, eterno sacerdote. Quando se diz que a “assembleia celebra”, é a comunidade dos batizados que “festeja” os dons recebidos. Trata-se de um encontro com o Cristo Ressuscitado que mediante as celebrações litúrgicas vem ao encontro de cada ser humano pessoalmente. Jesus se faz presente no sacrifício da missa seja na pessoa do ministro, seja sobretudo nas espécies eucarísticas. Está presente nos Sacramentos, de modo que quando um batiza é o próprio Cristo quem batiza, por exemplo.

O Senhor Jesus, se entretém conosco como amigos, falando-nos através das Sagradas escrituras, nos doa o Seu Filho na Eucaristia para que tenhamos a força de sermos luz e sal da terra, mas sobretudo para que possamos reconhecê-lo sempre mais intimamente, explica a professora.


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