quinta-feira, 31 de julho de 2014

Vocação

Deus pede aos sacerdotes a oblação de sua existência, da sua capacidade de amar. Sabe que pessoas Deus escolhe para a ordenação sacerdotal? Deus escolhe para serem ordenados homens que tenham duas vocações. A Igreja escolhe, porque vocação quem dá é Deus. Só Ele pode dar. Eles precisam ser chamados a ser padres e precisam com as suas vidas assegurar que são chamados a serem consagrados a Deus na oblação inteira do seu amor, o celibato.

Talvez o mundo se escandalize. Você pode pensar assim: ‘Homens saudáveis poderiam ter família. Não poderiam também servir a Deus como casados?’ Poderiam, mas não foi o chamado que Deus fez. Os sacerdotes não são incompletos por não se casarem. São inteiros e íntegros e felizes. Um padre ou diácono não são pessoas que abafam o seu coração e a sua capacidade de amar. Mas são homens que dilatam o seu coração na medida do coração de Jesus. Isso é ser celibatário.

Não são homens que reprimem sua capacidade de amar. Mas só dá para ser celibatário se forem capazes de amar mais do que todos os outros. Porque a medida que tem de existir no coração do padre é a medida do coração de Cristo. Nada menos.

Nosso Senhor lhes pede outra oblação. A oblação da sua liberdade. Eles são chamados a ser servidores, na pobreza.

O sacerdote também tem de viver a pobreza, a castidade e a obediência. Só pelo fato de serem ordenados eles já têm de ser modelos de pobreza, castidade e obediência, já dizia São Tomas de Aquino. Eles fazem essa entrega e uma forma linda para a qual o Senhor os chamou.

Nosso Senhor os faz servidores da Palavra, anunciadores do Evangelho. Nosso Senhor os faz servidores do Altar da Eucaristia e da caridade.

Vale a pena ser diácono, vale a pena ser padre, porque vale a pena seguir Jesus! Diácono, discípulos. E discípulos em nome d’Ele. A vocação é essa expressão magnífica do amor de Deus por nós.

Trecho de homilia de Dom Alberto Taveira na ordenação diaconal do seminaristas da CN em 13 de janeiro de 2008 / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

domingo, 27 de julho de 2014

Parábolas do Reino

“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido num campo. Alguém o encontra, deixa-o lá bem escondido e, cheio de alegria, vai vender todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus é também como um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, ele vai, vende todos os bens e compra aquela pérola. O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que pegou peixes de todo tipo. Quando ficou cheia, os pescadores puxaram a rede para a praia, sentaram-se, recolheram os peixes bons em cestos e jogaram fora os que não prestavam. Assim acontecerá no fim do mundo: os anjos virão para separar os maus dos justos, e lançarão os maus na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isso?” – “Sim”, responderam eles. Então ele acrescentou: “Assim, pois, todo escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é como um pai de família, que tira do seu tesouro coisas novas e velhas”. Mt 13,44-52

A necessidade do discernimento

O discernimento é a arte de distinguir entre o bem e o mal. O discernimento é necessário, pois bem e mal coexistem não somente fora do ser humano, mas no coração dele mesmo (cf. Mc 7,20-23). O que Salomão pede a Deus é a capacidade de escutar e a arte de discernir entre o bem e o mal. Escuta e discernimento são dois momentos de uma mesma atitude do homem que busca conhecer e realizar a vontade de Deus.

O evangelho deste domingo é composto de três parábolas, pronunciadas em casa, aos discípulos, e da conclusão de todo o discurso em parábolas (vv. 51-52). As duas primeiras parábolas (vv. 44-46), complementares entre elas, acentuam dois aspectos: o grande valor do tesouro e da pérola encontrados, símbolos do Reino dos Céus, e a atitude de quem os encontra. É no ensinamento de Jesus que o tesouro do Reino de Deus está escondido e protegido. Quem o descobre experimenta grande alegria e engaja toda a sua vida para não perdê-lo. A pérola de grande valor (ver: ap 21,21; Pr 3,15; 8,11; 31,10; Jó 28,18) encontrada é resultado de uma busca intencional. A aquisição do bem encontrado requer, como na primeira parábola, o engajamento de toda a vida. O Reino dos céus é comparável a bens que ultrapassam infinitamente o valor que se poderia atribuir-lhe. Segundo essas duas parábolas complementares, quem descobre o Reino dos Céus nas palavras e nos gestos de Jesus fará a experiência de uma tal alegria que será capaz de sacrificar suas antigas convicções e seguranças. É essa exigência que Jesus faz ao jovem rico (Mt 19,21); é o que São Paulo exprime de maneira tão lapidar: “o que era para mim lucro, tive-o como perda, por amor de Cristo” (Fl 3,7). A parábola da rede focaliza que há um tempo para tudo sobre a face da terra (Qo 3,1-8). A paciência instruída pelo discernimento é a atitude exigida dos discípulos. Há um tempo para a pesca e um tempo para a triagem da pesca realizada. A parábola não deixa nenhuma margem ao equívoco: a triagem acontecerá no fim do mundo (vv. 49-50; Mt 25,31-46). Os versículos 51 e 52 são a conclusão de todo o discurso de Jesus em parábolas. A resposta positiva dos discípulos à pergunta de Jesus significa que eles compreenderam a natureza do Reino dos céus e a sua situação neste mundo, o seu desenvolvimento e as exigências que ele impõe. A resposta positiva dos discípulos à pergunta de Jesus mostra, igualmente, que eles reconhecem que Jesus é quem revela o mistério de Deus.

Carlos Alberto Contieri - Paulinas / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sábado, 26 de julho de 2014

São Joaquim e Sant'Ana, pais de Nossa Senhora

Com alegria celebramos hoje a memória dos pais de Nossa Senhora: São Joaquim e Sant’Ana. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.


Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus.

O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.

A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI. São Joaquim e Sant’Ana, rogai por nós!

Santo do Dia - Canção Nova - Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A importância dos avós

A formação dos filhos acontece pela interação deles com a família e com a sociedade. Quantas lembranças boas temos da relação com nossos avós! As viagens para a casa deles, a comidinha gostosa, o carinho, o olhar, as histórias. Enfim, a riqueza do relacionamento com eles é significativa na vida de uma criança.


As raízes familiares são transmitidas também pelos avós, e isto é bastante válido. Todo contato é importante e também enriquece a vida deles, que já se encontram em outro momento de vida e se “revitalizam” com seus netos.

Nesta convivência, outro ponto muito importante é ensinar à criança o valor da pessoa mais velha. Num mundo “descartável”, no qual o “velho” é facilmente deixado de lado ou ridicularizado, é extremamente válido que possamos dar à criança o sentido de valor dos mais idosos, bem como o respeito que deve ser dado a eles.

Uma criança que respeita a história, o passado, as tradições certamente será mais consciente do seu papel como cidadão.

A relação entre pais e avós é, dentro do possível, bastante salutar. No entanto, as regras e os limites para a criança devem ser combinados entre eles, caso sejam os avós quem cuidarão dos netos. Assim, a educação das crianças terá regras parecidas e não haverá desentendimentos.

Quando existe uma relação conflituosa dos pais com os avós, é importante que ela seja resolvida entre eles, mas nunca com a participação da criança. Mesmo que sua visão a respeito dos avós seja comprometida, evite um posicionamento que dê essa impressão para seus filhos.

Cada família tem sua configuração, seus conflitos e entendimentos particulares. Assim, cabe a cada família avaliar quando e como seus filhos estarão com os avós. Só não vale usá-los como “cuidadores de luxo”, atendendo às necessidades dos pais e nada mais.

A troca de afetos é muito válida, porque prepara os filhos pequenos para o contato com outras pessoas no mundo. A vinda de novos netos sempre é uma comemoração e dá aos idosos o sentimento de continuação e perpetuação da família. Dá a eles o sentido de que suas histórias serão multiplicadas para outros membros da família, fato extremamente enriquecedor.

Acredito ser bastante importante que também os pais possam rever sua percepção sobre as pessoas mais velhas e sobre o relacionamento que têm com elas. A partir dos exemplos dos pais, a criança terá, de forma melhor ou pior, sua relação com os avós ou com qualquer pessoa mais velha.

A grande lição dessa experiência é que os netos são de fundamental importância na vida dos avós e que o relacionamento entre eles é extremamente importante para os adultos que estão envelhecendo e para as crianças que estão amadurecendo.

Elaine Ribeiro - Canção Nova Formação / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

quarta-feira, 23 de julho de 2014

JMJ no Brasil completa 1 ano: uma 'semana santa' com o Papa

A Jornada Mundial da Juventude (JMJ) completa nesta quarta-feira, 23, um ano da sua realização no Brasil. A cidade do Rio de Janeiro foi a responsável por receber os mais de 3,5 milhões de jovens, vindos de 175 países para um encontro com o Papa Francisco.


“As festas da Acolhida”

Na segunda-feira, 22 de julho de 2013, o Pontífice preferiu ingressar no país pela porta do “imenso coração” brasileiro, conforme disse em seu primeiro discurso. Pediu permissão para entrar e disse o que ofereceria aos jovens. “Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo!”, afirmou.

Em contrapartida, os jovens o acolheram na quinta-feira, 25 de julho, com uma cerimônia de boas-vindas, na Praia de Copacabana. Segundo a organização, cerca de 1,2 milhão de jovens participaram da festa.

“O Rio de Janeiro o recebe, e a todos os jovens que aqui estão e ainda virão, de braços e corações abertos. A casa é nossa! Obrigado por presidir este encontro tão aguardado pelos jovens e por todo o Brasil”, disse o arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, ao Santo Padre.

A resposta do Sucessor de Pedro à acolhida foi semelhante às palavras do Apóstolo no Monte Tabor (cf. Mt 17, 4). “É bom estar aqui juntos unidos em torno de Jesus!”, disse Francisco, que completou: “É Ele quem nos acolhe e se faz presente em meio a nós, aqui no Rio”.

Falando aos jovens que o acolhiam, Francisco usou um pouco do vocabulário brasileiro. “’Bote Cristo’ na sua vida”, exclamou o Papa em terras cariocas, onde o verbo “botar” ganha significado especial.

“‘Bote Cristo’: Ele lhe acolhe no Sacramento do perdão, para curar, com a sua misericórdia, as feridas do pecado. Não tenham medo de pedir perdão a Deus. Ele nunca se cansa de nos perdoar, como um pai que nos ama.”, reforçou o Santo Padre na Festa da Acolhida.

“A sexta-feira da Paixão”

Sexta-feira, 26 de julho. Na Igreja, dia dedicado à meditação da Paixão de Jesus. Cerca de dois milhões de jovens tomaram a orla da praia para rezar a Via Sacra e, assim, refletir sobre os passos de Cristo no Calvário.

Mas por que dedicar um dia para recordar o sofrimento de Cristo na cruz? O Papa respondeu: “Na cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer.”

Francisco apontou aos jovens, a partir da Via Crucis, o caminho para a vida. “Levamos as nossas alegrias, os nossos sofrimentos, os nossos fracassos para a cruz de Cristo; encontraremos um coração aberto que nos compreende, perdoa, ama e pede para levar este mesmo amor para a nossa vida, para amar cada irmão e irmã com este mesmo amor”.

Um sábado de Vigília

A “sexta-feira da Paixão” chega ao fim. O sábado desponta. Era 27 de julho de 2013, o penúltimo dia do Pontífice no Brasil. Chegara o momento da Vigília com o Papa, talvez a atividade mais esperada pelos peregrinos.

A Praia de Copacabana assumiu então a função de Campus Fidei – o Campo da Fé –, substituindo a região de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, impossibilitada de receber o evento devido às fortes chuvas que atingiram o local nos dias anteriores.

Em peregrinação, como é próprio das jornadas, uma multidão saiu caminhando, da Central do Brasil, passando pela Avenida Presidente Vargas, Avenida Rio Branco, Aterro do Flamengo, Enseada de Botafogo, Rua Lauro Sodré e chegando a Copacabana. No total, foram 9,5 km de peregrinação.

No Campus Fidei, a Vigília teve início às 19h30, pontualmente. Cerca de 3,5 milhões de peregrinos acamparam à beira da praia e estavam prontos para o encontro com o Cristo, Aquele que o Papa veio trazer aos jovens.

Francisco repetiu o gesto de Jesus à beira do Mar da Galileia e, em nome Dele, lançou as redes: “o Senhor precisa de vocês”, disse o Papa à multidão. “Também hoje Ele chama a cada um de vocês para segui-lo na sua Igreja, para serem missionários. Queridos jovens, o Senhor hoje nos chama. Não a todos e sim a cada um de vocês, individualmente. Escutem essa palavra nos seus corações, que fala a vocês”.

Após as palavras do Papa, a juventude participou de um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. A cena foi marcante: mais de três milhões de jovens, numa das praias mais badaladas do Rio, em silêncio profundo, adorando a Jesus.

Conclui-se a adoração; o Papa despediu-se da multidão, que permanecera na praia durante toda a madrugada. Os moradores de Copacabana não foram indiferentes à cena pouco comum: durante a madrugada, foram à orla e ofereceram chocolate quente aos jovens. De fato, a praia de Copacabana passava por uma ressurreição. Algo novo acontecia naquele lugar.


Domingo: ressurreição, começo da missão

Dia 27 de julho. O dia amanhece e, possivelmente, percebe-se que chegara também o último dia de Francisco no Brasil. A hora de ser missionário se aproximava. Afinal, esta foi a proposta da JMJ Rio2013: “Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações! (Mateus 28,19)”.

Às 10h, iniciava-se a Missa de Envio, último Ato Central da Jornada Mundial da Juventude 2013. A organização da JMJ afirmou que 3,7 milhões de pessoas participaram da celebração.

Na homilia, seguindo a motivação do encontro, o Papa afirmou aos jovens: “A Igreja precisa de vocês, do entusiasmo, da criatividade e da alegria que os caracterizam!” Neste sentido, recordou o apóstolo do Brasil, o bem-aventurado José de Anchieta, que partiu em missão quando tinha apenas dezenove anos.

Em seguida, apresentou o roteiro de missão com uma pergunta provocativa: “Sabem qual é o melhor instrumento para evangelizar os jovens? Outro jovem!”. “Queridos jovens, regressando às suas casas, não tenham medo de ser generosos com Cristo, de testemunhar o seu Evangelho!”, pediu o Santo Padre.

O Papa Francisco concluiu suas palavras reforçando aos jovens presentes na Praia de Copacabana, e a todos os outros que acompanham a Missa de Envio pelos meios de comunicação, que levar o Evangelho às pessoas é levar a força de Deus a todos os lugares.

“Jesus Cristo conta com vocês! A Igreja conta com vocês! O Papa conta com vocês! Que Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe, os acompanhe sempre com a sua ternura: ‘Ide e fazei discípulos entre todas as nações’”, recordou o Sucessor de Pedro.

Além dos Atos Centrais, o evento também contou com 264 locais de catequese, em 25 idiomas. Foram 60 mil voluntários, mais de 800 artistas participantes dos Atos Centrais. Um total de 100 confessionários foram expostos na Feira Vocacional e no Largo da Carioca e 4 milhões de hóstias produzidas, 800 mil para Missa de Envio.

Com números positivos, os católicos celebram o êxito da Jornada Mundial Juventude Rio2013. Porém, após um ano da maior festa jovem da Igreja, os olhos do mundo estão voltado para os horizontes da Polônia onde, daqui a dois anos, será celebrada a próxima JMJ, em Cracóvia, terra de João Paulo II, criador das Jornadas.

Por André Cunha - Canção Nova Notícias / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

segunda-feira, 21 de julho de 2014

A chama do amor está em ti

Sabemos que "tudo concorre para o bem dos que amam a Deus" (Rm 8,28). Se O amarmos, se estivermos envolvidos em Seu amor, tudo concorrerá para o nosso bem. O contrário também pode acontecer: tudo nos fará mal, nos prejudicará se não estivermos vivendo no amor do Pai.

"Quanto a nós, sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos nossos irmãos" (1Jo 3,14).


O Senhor quer nos ressuscitar para o amor, quer nos curar profundamente de tudo aquilo que matou esse sentimento em nós. Talvez, diante do próximo mais próximo, isto é, de seus familiares, filhos, irmãos, pais e esposos, você tenha dito: "Meu Deus do céu, eu não amo, não sinto o amor". Justamente por causa disso, o Senhor quer fazer uma ressurreição em sua vida.

Existe amor em você! Mas, infelizmente, não o sentindo, você acabará dizendo para si mesmo que não ama. Você se acusa e se condena por isso.

Quando nos voltamos para o Senhor, sentimos Seu amor e começamos a amar; voltamos à vida.

Não será possível amarmos os outros se não amarmos Deus em primeiro lugar. Não será possível amar o Senhor se não sentirmos o amor d'Ele por nós.

Precisamos passar pela experiência de que foi Deus quem nos amou primeiro, saber que somos amados por Ele e experimentamos Seu amor. Se assim o fizermos, nós O amaremos também. E amando-O, começaremos também a amar o próximo.

Há amor em você, porque o amor de Deus foi derramado em seu coração pelo Espírito Santo que lhe foi dado. Se esse amor não se manifestar, é porque forças de morte caíram, pesaram sobre ele e o sufocaram. Mas o Senhor quer retirar de você todas essas forças de morte e fazê-lo voltar a experimentar o amor.

É como se em você houvesse cinzas em cima das brasas. Graças a Deus, ainda existe fogo! Porém, as cinzas o estão matando. É preciso "abanar" esse amor. E isso depende de duas coisas: de Deus – e Ele já está fazendo Sua parte ao soprar o Espírito Santo sobre você – e da sua decisão de querer amar.

É em nossa casa, com as pessoas que Deus já introduziu em nossa vida, que precisamos acender as brasas do amor. Deus é amor e quem ama permanece nesse amor. Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos as pessoas próximas a nós. Mas o Senhor nos devolve a coragem de dar passos, de tomar a iniciativa e amar.

Texto extraído do livro: Combatentes no Amor, de Monsenhor Jonas Abib / Foto: Bruno Araújo / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

domingo, 20 de julho de 2014

A parábola do trigo e do joio

Jesus apresentou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é como alguém que semeou boa semente no seu campo. Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo e foi embora. Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. Os servos foram procurar o dono e lhe disseram: ‘Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?’ O dono respondeu: ‘Foi algum inimigo que fez isso’. Os servos perguntaram ao dono: ‘Queres que vamos retirar o joio?’ ‘Não!’, disse ele. ‘Pode acontecer que, ao retirar o joio, arranqueis também o trigo. Deixai crescer um e outro até a colheita. No momento da colheita, direi aos que cortam o trigo: retirai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! O trigo, porém, guardai-o no meu celeiro!’”. Jesus apresentou-lhes outra parábola ainda: “O Reino dos Céus é como um grão de mostarda que alguém pegou e semeou no seu campo. Embora seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior que as outras hortaliças e torna-se um arbusto, a tal ponto que os pássaros do céu vêm fazer ninhos em seus ramos”. E contou-lhes mais uma parábola: “O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pegou e escondeu em três porções de farinha, até que tudo ficasse fermentado”. Jesus falava tudo isso em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar de parábolas [...]. Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Explica-nos a parábola do joio!” Ele respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os que cortam o trigo são os anjos. Como o joio é retirado e queimado no fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: o Filho do Homem enviará seus anjos e eles retirarão do seu Reino toda causa de pecado e os que praticam o mal; depois, serão jogados na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes. Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça”. Mt 13,24-43

Por que da criação boa de Deus surgiu o mal?

O texto do evangelho é uma sequência de três parábolas, mais a explicação da parábola do joio e do trigo. Todo o texto está situado no capítulo treze de Mateus, que, muitos comentaristas, dizem ser o capítulo central do primeiro evangelho. Esse longo ensinamento em parábolas, às multidões e aos discípulos, visa fazer compreender a natureza do Reino dos Céus, a sua situação neste mundo, o seu desenvolvimento e as exigências que ele impõe aos que aderem a ele. O ensinamento de Jesus em parábolas divide o auditório. Na resposta à pergunta dos discípulos sobre o motivo do ensinamento em parábolas às multidões, Jesus faz uma distinção entre eles e as multidões (Mt 13,10-11). Não se trata de discriminação ou exclusão, mas de uma constatação: há os que aderem ao Reino (os discípulos) e os que o rejeitam. Para os discípulos o ensinamento de Jesus dá acesso ao mistério de Deus; para os outros, ele é um enigma. No entanto, essa distinção só existe porque Deus permite, isto é, Deus respeita profundamente a liberdade do ser humano. O Reino dos Céus cuja realidade Jesus revela só pode ser acolhido na liberdade. As três parábolas supramencionadas têm em comum que exigem um engajamento pessoal. A parábola do joio e do trigo é uma releitura dos três primeiros capítulos do livro do Gênesis. No campo de Deus, ele semeou a boa semente. O campo é o jardim de Deus onde ele colocou o ser humano, para que na comunhão com o seu Criador ele pudesse ser feliz (Gn 2,8-15). A boa semente que se desenvolve e dá fruto é o ser humano que Deus criou à sua imagem e semelhança e colocou em seu jardim. A pergunta do homem de ontem continua sendo a mesma da do homem de hoje: Por que da criação boa de Deus surgiu o mal? Se Deus semeou somente a boa semente do trigo em seu campo, de onde veio o joio? A resposta: o inimigo de Deus e do ser humano foi quem o fez. O trigo que germina no meio do joio parece vulnerável, como a existência humana ameaçada pelo mal. No entanto, aos olhos de Deus, nossa existência é portadora do projeto de Deus e dará fruto no tempo certo. O Reino de Deus sofre violência, neste mundo, e bem e mal estão mesclados no mesmo campo. No entanto, o dono do campo não renuncia à colheita, ele espera pacientemente.

Carlos Alberto Contieri - Paulinas / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sábado, 19 de julho de 2014

Fragmento histórico: A Igreja de Sant’Ana saúda Bom Jardim

No ensejo das manifestações comemorativas pelos 143 Anos de Emancipação Política do Município de Bom Jardim, como homenagem, a Paróquia de Sant’Ana volta no tempo, precisamente a 19 de julho de 1971, e apresenta um artigo (exclusivo) redigido pelo Cônego Antônio Gonçalves de Sousa, Pároco da época, ao extinto jornal bonjardinense A Voz do Agreste, em alusão ao centenário da nossa querida Bom Jardim. Hoje, 43 anos depois, a Pastoral da Comunicação resgata este fragmento dos anais bonjardinenses e presenteia a todos os munícipes com uma enriquecedora leitura.


A Igreja de Sant’Ana saúda Bom Jardim

A Paróquia bicentenária de Sant’Ana de Bom Jardim, cuja criação canônica foi a 29 de dezembro de 1757, por ato da Mesa de Consciência e Ordens, com o desmembramento da de Limoeiro pelo então Regente da Diocese de Olinda, D. Frei Luiz de Santa Tereza, natural de Lisboa, se associa com toda a pujança de sua alma a estas justas homenagens, e se congratula com as autoridades municipais e com o povo desta querida terra, nas festas comemorativas do I Centenário da maioridade política da Terra dos Pau d'arcos. Ambos, Paróquia e Município, marcharam, sempre, de braços dados. O Padre José Inácio Teixeira, primeiro Vigário, deu o grito de liberdade, riscando o nome de Curado de Sant’Ana, para escrever o de Paróquia. Um século depois, a comunidade paroquial se levanta pacificamente e consegue pela Lei Provincial nº 922 de maio de 1870, a criação de Vila incorporada à Comarca de Limoeiro. E a 19 de julho de 1871, se desligava completa e definitivamente de Limoeiro. Se instalava como sede Comarca de 1ª Entrância, em 1873, sendo o seu primeiro Juiz o Dr. Agostinho de Carvalho Dias Lima. Somente a 10 de julho de 1893 teve o seu primeiro Prefeito constitucional, o Dr. Justino da Mota Silveira, grande e afamado médico bonjardinense, de saudosa memória.

Bom Jardim, na sua vida sócio-religiosa, passou por três etapas: Sítio Sant’Ana, Curado de Sant’Ana e depois Paróquia de Sant’Ana de Bom Jardim.

O nome Bom Jardim prende-se, segundo a lenda recolhida pela tradição local, ao fato de que o Padre do lugar, o Cura, diante da beleza que os Pau d'arcos circunvizinhos davam ao sítio, ter, um dia, encantado com o ambiente pela floração amarela, parecendo com árvores de ouro, chamado aquele lugar de Bom Jardim. E o nome pegou.

Bom Jardim, que sempre tem sabido conservar, com carinho e bravura, as tradições religiosas dos seus ancestrais, volta-se para o alto, neste dia glorioso do I Centenário de Emancipação Política do seu Município e pede à sua Padroeira, a Senhora Sant’Ana, como costuma-lhe chamar, com respeito, o povo desta terra, as suas bênçãos e a sua proteção.
Parabéns e felicidades, Bom Jardim!

Cônego Antônio Gonçalves de Sousa – Pároco

Artigo do Jornal A Voz do Agreste – 19 de julho de 1971 – Bom Jardim Centenário / Adaptação: Bruno Araújo / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/