quarta-feira, 29 de junho de 2016

São Pedro e São Paulo Apóstolos

Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.


Pedro, que tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu ao Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.

Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade. Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.

Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

domingo, 26 de junho de 2016

Evangelho do 13º Domingo do Tempo Comum

Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém. Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: “Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?”. Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado. Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhe: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. Lc 9,51-62


Homilia

Jesus segue Sua missão à caminho de Jerusalém, mas precisa passar pelo território de Samaria, entre os samaritanos. Ali, Ele não é bem recebido, porque os samaritanos tinham uma certa oposição aos judeus e vice-versa, e perceberam que Jesus ia para Jerusalém. Por isso, fizeram-se de difíceis, não acolheram o Senhor, não acolheram Seus discípulos, não deram aquela boa acolhida, que é tão necessária. Vendo isso, os discípulos Tiago e João foram tomados por uma fúria, de vingança e raiva; então, perguntaram: “Senhor, queres que  mandemos descer fogo do céu para destruir este povo?”. A indagação de Tiago e João é a que, muitas vezes, queremos também fazer quando não somos bem acolhidos, bem aceitos, quando não somos compreendidos, sobretudo, quando nos fazem mal. Alimentamos em nosso coração um sentimento muito negativo a quem nos fez mal, a quem nos prejudica e não é bom conosco, e sem que permitamos, começa a nascer um sentimento de vingança. Mesmo que seja apenas uma vingança mental, torcemos para que algo de mau aconteça a quem nos fez mal. Jesus está, hoje, repreendendo Tiago e João, porque alimentaram isso no coração. Ele está também nos repreendendo, para que, de forma nenhuma alimentemos vingança nem o mal dentro de nós, para que não permitamos que sentimentos malignos tomem conta do nosso coração. Quando os sentimentos malignos tomam conta de nós, ruminamo-nos, deixamos crescer em nós. Isso é ruim, pois eles trazem para dentro do nosso coração a mágoa e o ressentimento, trazem-nos coisas piores como o ódio e a vingança. Começa a sair fumaça de nossa cabeça e fogo de nossa língua quando deixamos crescer em nós esses sentimentos negativos! Assim como Jesus repreendeu Seus discípulos e a nós, também devemos repreender, dizer ‘não’, ser firmes com esses sentimentos, para que não cresçam em nós nem tomem volume, e para que, ao nascer, possam já morrer. O ideal é que não nasça, mas, uma vez que querendo ou não venha aquela coisa ruim em relação aos outros dentro de nós, digamos não. Renunciemos. Que possamos combater com as armas do Espírito todos os sentimentos negativos que querem se apoderar de nosso coração!

Canção Nova Liturgia / Paróquia de Sant’Ana Bom Jardim – Pernambuco / http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Solenidade do Nascimento de João Batista, grande anunciador do Reino

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.


São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11). São João Batista, rogai por nós!

Santo do Dia - Canção Nova / Paróquia de Sant'Ana Bom Jardim - Pernambuco - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/