terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Carnaval: dois caminhos, uma escolha

Normalmente, dois grupos tomam caminhos bem opostos. O primeiro dá vazão à carne e cai na folia, aproveita para passear, assiste aos desfiles, come, bebe, diverte-se segundo os desejos próprios da carne. O outro grupo costuma tomar um rumo bem oposto: deixa tudo e retira-se para encontros e retiros espirituais. Participa de retiros abertos ou fechados, assiste ou ouve as pregações desses encontros pelo rádio ou pela TV. De sexta a Quarta-feira de Cinzas dedica-se a estar com o Senhor: ouvindo a Palavra, louvando-O e adorando-O. Para este [grupo], aplica-se e torna-se realidade esta Palavra de Neemias: “Não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força” (Ne 8,10).


Trata-se, porém, de uma festa e de uma alegria bem diferentes daquelas que o mundo oferece. Nos retiros espirituais não há preocupação com droga, camisinha ou contaminação com doenças. O único contágio que geralmente acontece com esse grupo é o da alegria. Uma alegria que só o Senhor Deus pode oferecer.

Há dois caminhos totalmente opostos. Mas, você pode escolher apenas um deles. Jesus lembrou: “Não podeis servir a dois senhores” (Mt 6, 24). Uma escolha que cada um de nós deverá fazer, sabendo que: “Os desejos da carne se opõem aos do Espírito, e estes aos da carne; pois são contrários uns aos outros. É por isso que não fazeis o que queríeis” (Gl 5,17).

Cada caminho leva a um destino e um final diferentes. Por isso, Jesus nos preveniu: “Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7,13-14).

E quanto a você? Qual dos dois caminhos escolherá?

Há outros alternativos, mas esses dois são os mais marcantes na maior festa popular do país. Cristo falou e nos alertou sobre as festas que o mundo oferece: um dia, elas seriam parecidas com o que já aconteceu na face da terra, nos tempos de Noé: “Como ocorreu nos dias de Noé, acontecerá do mesmo modo nos dias do Filho do Homem. Comiam e bebiam, casavam-se e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca. Veio o dilúvio e matou a todos” (Lc 17, 26 – 27).

É importante que estejamos bem atentos e procuremos fazer como Maria “que escolheu a melhor parte” (cf. Lc 10, 42): ficou aos pés de Jesus.

O efeito de cada uma das escolhas aparecerá claramente na Quarta-feira de Cinzas. Todos podem até estar cansados; mas, o estado de ânimo será bem diferente. Enquanto uns estarão curtindo a ressaca e o vazio; outros estarão com o coração exultante da alegria do Senhor.

Sejamos espertos: escolhamos a melhor parte, como Jesus mesmo afirmou: “Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada” (Lc 10, 42). Bom retiro!

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Evangelho do 7º Domingo do Tempo Comum

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’. Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado. Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito!”. (Mt 5, 44)


Amar o inimigo é dar Deus a ele

Precisamos aprender a medida do amor de Deus. Qual é essa medida? É o amor sem medidas, que se supera, que não pára nos ressentimentos, nas mágoas e nos entraves da vida. A Palavra de Deus hoje nos diz que é muito simples, não precisa ser cristão para amar as pessoas que nos querem bem, é mais simples pra nós amar as pessoas que são mais afetuosas, que falam bem de nós, que fazem bem ao nosso ego, que faz bem a nossa vida. O desafio é amar quem nos desafia, quem desafia o nosso próprio ser. O desafio é amar quem nos prejudicou, quem nos magoou, quem não nos quer bem, quem falou mal de nós, porque o amor deve ser para todos. Posso até ter um amor mais afetuoso, a quem eu tenho afeto, Jesus tinha, e não há problema nenhum nisto, o que pode é viver o desamor com ninguém. Jesus está nos ensinando hoje como devemos amar os nossos inimigos, aqueles que não nos fazem bem ou nos perseguem. Você pode dizer: “Eu não tenho inimigos”, mas há pessoas que você não tem relações amigáveis, às vezes nos querem mal, nos prejudicam, falam mal de nós. Como lidar com essas situações? A resposta concreta é dar a elas o melhor de nós. E o que é o melhor de nós? Temos virtudes, qualidades, e elas não são o melhor de nós; o melhor de nós é a graça de Deus que está em nós, é o Deus que recebemos, e é isso que devemos dar para o outro. Damos Deus às pessoas quando elas dizem “eu preciso muito de Deus”, então, rezamos por elas, suplicamos que a graça que está em nós seja comunicada a tais pessoas, é isso que devemos fazer. Se oramos pelos nossos, pedimos para que Deus os abençoe, não podemos dar outra coisa para aquele que não nos querem bem. Precisamos dar Deus a eles, porque isso vai nos fazer bem. Quando damos Deus ao outro, o Senhor permanece em nós, quebra em nós o ranço, o rancor, o mal estar que muitas vezes fica dentro de nós pelo mal que o outro nos faz, e assim o desmontamos. Quem nos faz mal pensa, muitas vezes, que vamos reagir de uma forma negativa; ao contrário, respondamos com amor e graça de Deus. O que o Senhor nos ensina é amarmos com amor sem medida, e se nos faltam forças humanas, que Deus nos dê a graça do Seu amor para amarmos como Ele nos ama, e que Seu amor esteja em nós, porque é assim que devemos amar uns aos outros. É isso que Ele quer e nos ensina a viver.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Renovação Carismática Católica completa 50 anos neste fim de semana

Os 50 anos de nascimento da Renovação Carismática Católica (RCC) estão sendo celebrados em Duquesne, Pittsburgh (EUA), de 15 a 19 de fevereiro.



Líderes de diversas realidades da Renovação presentes no mundo, entre eles o fundador da Comunidade Canção Nova, Monsenhor Jonas Abib,  estão reunidos precisamente no local onde foi realizado o primeiro Retiro dos estudantes da Universidade de Duquesne. Serão cinco dias para dar graças a Deus por este Jubileu de Ouro da Renovação.

Os primeiros dois dias são dedicados à reflexão e à partilha sobre os temas “Os frutos da Renovação” e “Para onde o Senhor está conduzindo a Renovação?”. Na sexta-feira, 17, e sábado, 18, as sessões serão abertas, com testemunhos na parte da tarde.

A RCC está presente em 204 países dos cinco continentes, envolvendo mais de 100 milhões de católicos, assumindo nos vários países estilos, formas e estados jurídicos diferentes entre si, mas com uma característica comum: a efusão do Espírito Santo.

Contemporaneamente ao encontro de Duquesne, de 17 a 19 de fevereiro, a RCC italiana organiza um encontro de oração em apoio ao Jubileu. Serão 50 horas de oração nos mesmos dias daquele histórico final de semana em que, tradicionalmente, é fixado como o início da Renovação Carismática Católica, ocorrido na Universidade de Duquesne em Pittsburgh, na Pensilvânia.

“Nos encontramos em Pittsburgh cinquenta anos após o histórico final de semana em Duquesne, para deixar-nos surpreender e maravilhar mais uma vez pelo Espírito Santo. A graça da Renovação não teme o envelhecimento! Antes, pelo contrário, encontra no Pontificado de Francisco uma instância de grande atualidade e de desenvolvimento, no duplo registro da missão carismática e do ecumenismo espiritual. Estes dias serão ocasião para despertar em nós, mediante uma forte oração, o espírito profético e a invocação de um novo Pentecostes na Igreja e no mundo. E é maravilhoso pensar que a mesma experiência, em comunhão de intenções e espírito, poderá ser vivida por todas irmãs e irmãos de nossos Grupos e Comunidades que estão na Itália, mediante a iniciativa “50 horas de oração pelos 50 anos da Renovação”, declarou o presidente da RCC italiana, Salvatore Martinez.