domingo, 2 de junho de 2013

Jesus cura o empregado de um oficial romano

Quando terminou de falar estas palavras ao povo que o escutava, Jesus entrou em Cafarnaum. Havia um centurião que tinha um servo a quem estimava muito. Estava doente, à beira da morte. Tendo ouvido falar de Jesus, o centurião mandou alguns anciãos dos judeus pedir-lhe que viesse curar o seu servo. Quando eles chegaram a Jesus, recomendaram com insistência: “Ele merece este favor, porque ama o nosso povo. Ele até construiu uma sinagoga para nós”. Jesus foi com eles. Quando já estava perto da casa, o centurião mandou alguns amigos dizer-lhe: “Senhor, não te incomodes, pois não sou digno de que entres em minha casa. Por isso, nem fui pessoalmente ao teu encontro. Mas dize uma palavra, e meu servo ficará curado. Pois eu, mesmo na posição de subalterno, tenho soldados sob as minhas ordens, e se ordeno a um: ‘Vai!’, ele vai; e a outro: ‘Vem!’, ele vem; e se digo a meu escravo: ‘Faze isto!’, ele faz”. Ao ouvir isso, Jesus ficou admirado. Voltou-se para a multidão que o seguia e disse: “Eu vos digo que nem mesmo em Israel encontrei uma fé tão grande”. Aqueles que tinham sido enviados voltaram para a casa do centurião e encontraram o servo em perfeita saúde. Lc 7,1-10

Fé e universalidade da salvação

O tema deste nono domingo do tempo comum é a fé e a universalidade da salvação.
O trecho do primeiro livro dos Reis é a resposta à questão posta imediatamente depois do exílio na Babilônia, quando do retorno dos deportados à terra de Israel. Os que voltam do exílio encontram na terra um “povo mesclado”. A pergunta é: que atitude adotar quanto aos estrangeiros que habitavam a terra? Pode-se admitir na sinagoga todos os que o desejam? Se algum estrangeiro se aproxima do Templo e busca o Deus de Israel, é porque reconhece a sua grandeza. Deus não rejeitaria a sua oração, pois ele acolhe a todos. Se Deus assim procede, convém não fechar as portas a quem quer que seja.
O perícope de Lucas, situada na primeira parte do evangelho, em que a questão é a identidade de Jesus, vai para a mesma direção. A menção de Cafarnaum já é importante, pois, simbolicamente, esta cidade, às margens do Lago de Genesaré, abre a mensagem de Jesus aos pagãos, em face de Nazaré, cidade de Jesus (cf. 4,23). O centurião, chefe de cem soldados, é um pagão. A súplica do centurião a Jesus é por um servo seu, que ele estimava muito (v. 2). Para o centurião, o valor essencial parece ser a vida do seu servo (cf. v. 3). Estando a serviço do império romano, ele é considerado impuro. Mas ele mesmo não se diz impuro, pois isso é um conceito judaico-religioso; ele diz ser indigno: “Eu não sou digno de que entres sob o meu teto” (Lc 7, 6). Ele conhece as normas dos judeus quanto à pureza, por isso não vai pessoalmente ter com Jesus, mas envia anciãos judeus para intercederem por ele junto a Jesus. Dizer-se indigno é reconhecer a autoridade de Jesus. O Senhor acolhe a todos e toma a iniciativa de querer ir à casa do centurião. No entanto, o chefe pede que Jesus simplesmente dê uma ordem, pois é o poder da palavra que importa (cf. vv. 7-8). A fé do centurião causa uma profunda admiração em Jesus (v. 9). A fé do pagão ultrapassa a manifestada em Israel. A constatação da cura revela o poder vivificante e eficaz da palavra do Senhor (cf. v. 10).

Carlos Alberto Contieri - Paulinas / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant'Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/

sábado, 1 de junho de 2013

Festa da Visitação de Nossa Senhora e Encerramento do Mês Mariano

A Igreja encerrou com a Festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Isabel, o mês da devoção filial à Virgem Maria. A Visitação foi um tempo fecundo de graça e esperança, que nos transporta para uma época de expectativas entre os judeus. Maria foi escolhida para conceber o filho do Altíssimo, Jesus Cristo, que viria ao mundo para salvar e redimir a humanidade do pecado. Através da ação do Espírito Santo, Maria ficou grávida antes do matrimônio assumindo o risco de sofrer as consequências das leis vigentes da época. Com tudo isso, Maria foi perseverante a todos os contratempos. Foi pobre, perseguida, e suportou a dor da condenação e morte do seu filho Jesus.

“Maria é testemunho eficaz da obra redentora de Jesus Cristo. Humildemente ela acolheu o projeto divino em sua vida como serva e instrumento de Deus. Caminhou pressurosa rumo à residência da sua prima Izabel e proclamou a Boa Nova de que o Messias estava a caminho. Assim como Maria, devemos ser autênticos peregrinos e anunciadores do Ressuscitado. Maria é uma perfeita articuladora da salvação em Cristo. E é nesse modelo de cristã que devemos nos inspirar constantemente.” Salientou Pe. Jorge Sousa durante homilia.

No ensejo da festa desse intenso gesto missionário exercido por Maria, encerramos jubilosos o Mês Mariano em nossa comunidade paroquial. A solenidade patrocinada pelo Cel. Sebastião Rufino Ribeiro e Família culminou, junto às comunidades rurais e localidades do centro da cidade presentes, na conclusão dos louvores marianos 2013 na Igreja Matriz de Sant’Ana.

A liturgia foi brindada com uma belíssima encenação coreográfica conduzindo a solenidade de Coroação da imagem da Imaculada Conceição no altar principal da Igreja Matriz de Sant’Ana. Após a Santa Missa os fiéis desfrutaram de um show pirotécnico embalado ao som dos músicos do Grêmio Lítero Musical Bonjardinense.


Matéria: Bruno Araújo / Pastoral da Comunicação da Paróquia de Sant’Ana - http://matrizdesantana.blogspot.com.br/